Atualização no diagnóstico da doença de Alzheimer

Houve uma mudança no conceito da doença de Alzheimer nos últimos anos.  Para fechar o diagnóstico de doença de Alzheimer era indispensável a presença de demência. Hoje sabemos que o diagnóstico se inicia muitos anos antes do paciente desenvolvê-la. Estima-se que ao menos 20 anos antes, a doença de Alzheimer poderá ser diagnosticada antes do quadro demencial.

O que se discute se há vantagens no diagnóstico precoce. Descobrindo a doença poderemos interferir na sua evolução?

Critérios para diagnóstico da doença em uma fase pré-clínica.

Existe uma fase completamente assintomática da doença que se inicia com o depósito anormal de uma substancia chamada proteína beta amilóide no cérebro, formando placas amilóides. Pode se mensurada pela coleta de líquor sendo que a concentração deste peptídeo está diminuída, pois está concentrada no parênquima. Esta seria uma das primeiras manifestações da doença.

Em seguida apareceriam sinais de neurodegeneração com o aumento da proteína TAU e sinais que se constatam na neuroimagem.

Entretanto resta saber se interessa fazer este diagnóstico na prática clínica em uma fase pré sintomática.

Há vantagem em falar para estes individuo que terá a doença e o melhor a fazer é controlar seu colesterol, triglicérides, fazer atividade física, controlar sua pressão e seu peso? Isto a gente pede para todo mundo não é verdade? .

Testes não têm sensibilidade e especificidade para mudar o diagnóstico, servindo apenas para auxiliá-lo. Na fase pré clínica as alterações neuropsicológicas são sutis.

Quando alterações neuropsicológicas se tornam evidentes se tem a fase do declínio cognitivo leve. Quando o comprometimento cognitivo é grave e começa a interferir nas atividades do indivíduo entramos na fase inicial da doença.

Todo indivíduo com queixa de declínio de memória deve ser avaliado quanto ao diagnóstico de doença de Alzheimer?

As queixas de memória tem que ser confirmadas com o acompanhante. A maioria dos idosos chega ao quarto e esquece o que foi pegar. Isso é comum, queixa vaga e pequena. Necessitaria de uma melhor avaliação? Não. Os testes neuropsicológicos estariam então indicados em fases em que já há um comprometimento executivo mesmo que sutil.  Agora uma avaliação de rastreio é importante, pois pode ser útil na sua volta. Serve como um marcador evolutivo. Em idosos sempre devemos pesquisar comorbidades.