O sono no adolescente e as redes sociais

O relacionamento cada vez maior com as redes sociais fez com que aumentassem os casos de insônia nos adolescentes e consequentemente o uso de hipnóticos entre eles, constata um estudo na Noruega. É comum jovens descreverem que em seus celulares chegam centenas ou milhares de mensagens em um dia.

A empolgação com as mídias e a luz dos aparelhos inibe a melatonina que é um hormônio produzido pela glândula pineal e tem como principal função regular o sono. Em ambiente escuro e calmo, os níveis de melatonina aumentam causando o sono. Ao mesmo tempo deixam de fazer coisas que ajudam o sono como atividade física.

A insônia causada vai gerar inúmeros prejuízos funcionais. O impacto de uma noite mal dormida implicará em baixo rendimento escolar, irritabilidade, acidentes, etc. Geralmente tenta-se primeiro medidas não medicamentosas que chamamos de “higiene do sono”.

As principais seriam: determinar horários específicos para dormir, evitar atividades físicas a noite e refeições pesadas. Não resolvendo pode-se fazer uso de Melatonina agora já disponível no Brasil. Devem ser tomadas 2 a 3 horas antes de dormir. Outro conselho muito importante é dominar a ansiedade, pois em geral demoramos de 5 a 20 minutos para dormir e muitos não se atentam a este detalhe o que faz com que o relaxamento tão importante para conciliar o sono não venha.

A dinâmica familiar também deve ser abordada. Pais às vezes se gabam que os filhos são os últimos a dormir em casa. Não criam regras satisfazendo os desejos dos filhos sem contrapartida.